Consultório médico

Estamos aqui para o/a ajudar nas mais variadas dúvidas sobre saúde.

Anorexia

A anorexia é um distúrbio alimentar, mas também um distúrbio nervoso e de imagem no qual a pessoa não consegue percecionar com clareza as formas do seu corpo. Esta doença é causada por múltiplos fatores biológicos, psicológicos e ambientais que se desenvolvem num quadro de medos, ansiedade e baixa autoestima.

Artrite Reumatoide

A artrite reumatoide é uma doença crónica que pode afetar várias partes do corpo com principal incidência nas articulações, nomeadamente das mãos e dos pés. Quando uma articulação inflama, ela apresenta-se inchada, vermelha e com imensa dor.

Bipolaridade

A Doença Bipolar, ou Doença Maníaco-Depressiva, é um transtorno que se caracteriza pela oscilação frequente e descontrolada dos estados de humor, entre depressão (tristeza profunda, depressão) e mania (alegria inexplicável, euforia). Um doente bipolar precisa de acompanhamento frequente e de medicação.

Dentes

A cárie dentária é uma das doenças mais comuns da humanidade e é causada pela ação de determinadas bactérias que podem originar a destruição parcial ou total do dente. Para evitar este problema, devemos manter uma boa higiene oral, escovando os dentes duas a três vezes por dia, e fazendo visitas regulares ao médico dentista.

Depois de se concluir que a causa da dor é mesmo dos dentes inclusos, temos que solicitar uma avaliação pela cirurgia maxilofacial. A exodontia ou extração de dentes inclusos é um procedimento cirúrgico mais complexo que a extração simples de outros dentes. O médico fará a cirurgia sob anestesia devolvendo ao doente a sua qualidade de vida.

Para uma correta escovagem dos dentes, deverá escolher-se uma escova à qual nos adaptemos bem  e uma pasta com flúor.

Deveremos ter atenção à frequência das escovagens dos dentes.

Não devemos fazer demasiada força para não provocar lesões traumáticas da escovagem, fazendo movimentos rotacionais da escova sem fazer força, com a mesma ligeiramente angulada para as gengivas e passando por todas as superfícies dentárias.

É importante fazer bochechos abundantes com água antes da escovagem e só no fim deitar fora o excesso da pasta.

O stresse emocional causado pela situação em que vivemos pode agravar os fenómenos de bruxismo (um ranger ou um forte apertar dos dentes). Este fenómeno também pode ser provocado por má postura, situações que envolvam a coluna, diferentes dimensões das pernas, má posição dentária ou questões respiratórias.

Caso isso aconteça, deve consultar o seu médico dentista para que este o possa aconselhar sobre o melhor tratamento, que será multidisciplinar, com profissionais de fisioterapia, ortopedia,  otorrinolaringologia, ortodontia,  e cirurgia maxilo-facial.

Diabetes

Todas as pessoas com diabetes, tipo 1 e tipo 2, podem desenvolver retinopatia diabética numa determinada fase da evolução da diabetes, alguns anos após o início da doença e variável de acordo com o tipo da Diabetes. Daí a importância de todos os doentes realizarem, pelo menos uma vez por ano, o exame aos seus olhos e de manterem um rigoroso controlo metabólico (glicémia ou glicose no sangue).

As mulheres grávidas diabéticas também deverão ser sujeitas a exames aos olhos, o mais cedo possível e, posteriormente, de 3 em 3 meses.

Dificuldades de Aprendizagem

As dificuldades de aprendizagem podem manifestar-se nas mais variadas áreas do conhecimento e, mesmo apresentando uma dificuldade, a criança pode ter um nível de inteligência normal, bem como de acuidade visual e auditiva. A Discalculia, ou Perturbação Específica do Cálculo, resulta de uma desordem nos sistemas de processamento do raciocínio lógico-matemático.

Doença hereditárias

Uma doença hereditária caracteriza-se por se transmitir entre pessoas da mesma família, de geração em geração. Não é obrigatório que os filhos herdem todas as doenças dos seus pais, no entanto a probabilidade de uma doença se manifestar está sempre presente. Temos como exemplos de doenças hereditárias: diabetes, hemofilia, hipertensão, alergias… entre outras.

O retinoblastoma é um tumor ocular originário das células da retina. É o mais comum tumor ocular na infância e pode ter caráter hereditário, o que ocorre em 10% dos casos.
O retinoblastoma pode estar presente já no nascimento e, geralmente, acomete crianças na fase pré-verbal, até os dois anos e meio de idade, por isso é fundamental que pais e pediatras estejam atentos para qualquer sintoma da doença. Os irmãos de uma criança com esta doença devem fazer exames periódicos e estudo genético para verificar se têm a doença ou qual o risco de a desenvolverem. A criança pode adquirir a doença devido a uma mutação ou por hereditariedade.

O glaucoma congénito é raro e afeta 1 em cada 10 000 nascimentos. A maioria dos casos é esporádica. Cerca de 10% são familiares, normalmente com transmissão autossómica recessiva.

No que se refere ao retinoblastoma, devem efetuar-se exames periódicos pelo risco acrescido de desenvolver esta doença. Já o mesmo não é tão prevalente para o glaucoma congénito.

Primeiro é necessário perceber que apesar de ambas significarem aumento de tensão, uma, ocular e outra, arterial, não estão relacionadas mas a hipertensão arterial influencia a evolução do glaucoma. Quando temos familiares com glaucoma devemos ser cuidadosos na vigilância ocular pois temos uma maior probabilidade de desenvolver um glaucoma. Aqui o mais importante é efetuar uma consulta de rotina no mínimo anual exclusivamente com um oftalmologista, único profissional habilitado nesta área.

Dor

Uma dor passa a dor crónica quando se mantém mesmo depois de ultrapassado o tempo normal para a recuperação de uma lesão. Estima-se que muitas pessoas sofram de dor crónica durante longos períodos, no entanto, a dor não pode ser considerada uma situação normal e devemos sempre procurar tratamento.

Entorse

Uma entorse é uma lesão de uma articulação que provoca a perda de estabilidade e força dessa articulação. Pode ainda ocorrer a rutura dos ligamentos dessa articulação. A recuperação desta lesão implica repouso, mas também tratamentos de fisioterapia que devolvam à articulação as suas capacidades e força.

Estética

A forma como se vê influencia o seu comportamento e a sua atitude. Seja por questões pessoais, profissionais ou sociais, uma aparência jovem e cuidada aumenta a auto-estima e a confiança para enfrentar os desafios do dia a dia. A Medicina Estética aborda a forma como se vê e a percepção que os outros têm de si. As suas técnicas permitem que, de forma confortável e sem a necessidade de abdicar da sua vida social ou profissional, sejam diminuídos os efeitos causados pelo passar dos anos. A minha visão passa por proporcionar uma solução personalizada que responda às características irrepetíveis de cada pessoa com quem tenho o prazer de contactar. A minha proposta é de que escolha envelhecer de uma forma harmoniosa, reforçando a sua autoestima e aumentando o prazer de viver.

(Por Eduardo Matos, cirurgião plástico).

Uma cirurgia plástica é um procedimento cirúrgico que tem como meta a melhoria estética de uma parte do corpo. Através da cirurgia o nosso objetivo é o de corrigir lesões ou deformidades causando doença ou desconforto ao paciente. Este tipo de procedimento, realizado por razões médicas ou estéticas, reveste-se da mesma importância que qualquer outra cirurgia.

Se dorme nessa posição, não é incomum acordar com o rosto amassado devido à pressão causada entre a face e o travesseiro. Embora essas marcas desapareçam ao longo do dia, esta situação repetida pode levar ao aparecimento de rugas profundas, conhecidas como “rugas do sono”. As fronhas de algodão tendem a ser mais duras e fáceis de amassar. Já as de seda são mais maleáveis (deslizam sobre a face) e costumam não deixar marcas na pele de quem dorme sobre elas. Para quem já tem rugas do sono e incomoda–se com elas, há diversas soluções, como o preenchimento com ácido hialurónico e o microagulhamento, que podem amenizá-las.

A vitamina C é um ativo multifuncional. Em adição aos seus efeitos antioxidantes, a vitamina C é essencial na síntese de colágeno e é utilizada como clareador cutâneo. O melhor é usar a vitamina C de manhã, antes do protetor solar, o que potencializará a ação fotoprotetora. É importante lembrar que a vitamina C é adequada para todos os tipos de pele – desde que saudável – devendo sempre haver atenção à escolha da melhor formulação para cada tipo de pele. O sérum, por exemplo, adapta-se facilmente à rotina em todos os cuidados e tratamentos dermatológicos, com rápida absorção e leveza.

A vitamina C pode ser utilizada na sua forma pura (concentrada) ou em associação com outros ativos, como a vitamina E e o ácido ferúlico. A escolha vai depender das necessidades da sua pele e o seu médico irá sugerir, após uma consulta, os produtos adequados.

A maioria das pessoas tende a achar que o sabonete líquido é melhor que o em barra. Um estudo recente, com as 100 marcas mais vendidas nos Estados Unidos, concluiu que a quantidade de alérgenos como conservantes, surfactantes e polietileno-glicol era imensamente maior nos sabonetes líquidos. Ainda muitos apresentavam álcool na sua composição. Em resumo: podem provocar dermatites de contacto. Lave a face duas vezes ao dia, com água morna e um sabonete suave e sem álcool.

Evite esponjas e resista à tentação de esfoliar a pele. Ao esfoliar, num primeiro momento, a sua pele pode ficar mais bonita, mas remover a sua proteção natural pode levar a uma pele desidratada ou ainda promover irritações.

Lavar a face é apenas uma parte da rotina, que pode incluir o uso de um “tónico”, um hidratante e eventualmente água micelar para remoção de maquilhagem.

Um especialista pode ajudá-lo a escolher os produtos mais indicados para sua pele e estilo de vida.

Alguns cosméticos podem custar mais de 100 euros, mas será que isto garante um produto com a melhor tecnologia ou mais eficaz? Nem sempre a resposta é sim, já que o marketing, a embalagem e o nome do fabricante geralmente influenciam mais o preço que os componentes da fórmula.

É lógico que comprar uma marca consolidada constitui uma garantia adicional de que o produto seja bom. Alguns ingredientes, como o silicone, tornam as fórmulas mais “elegantes” e agradáveis ao toque, mas sem necessariamente contribuir para uma melhor qualidade da pele.

1. Conheça seu tipo de pele (seca, oleosa, sensível, etc).

2. Procure produtos clinicamente testados e ingredientes reconhecidamente eficazes, tais como: retinol, vit. C,  tocoferol (vit. E), ácido ferúlico, niacinamida (vit. D3) e ceramidas.

3. O retinol (vit. A) é o componente mais consagrado e muito eficaz no tratamento do fotoenvelhecimento cutâneo. Exige uma concentração mínima para ser eficaz; e como pode causar irritações na pele, recomenda-se iniciar seu uso com concentração baixa, 2 vezes por semana e aumentar conforme a orientação de um profissional.

4. Faça sempre um “patch test”, de preferência antes de comprar. A mensagem aqui é: se a sua pele piorou ou ficou irritada, esse não é o produto adequado para si.

5. Ainda tem dúvidas? O seu médico é o profissional mais indicado para indicar o cosmético ideal para sua pele.

Hipertensão Arterial

Primeiro é necessário perceber que apesar de ambas significarem aumento de tensão, uma, ocular e outra, arterial, não estão relacionadas mas a hipertensão arterial influencia a evolução do glaucoma. Quando temos familiares com glaucoma devemos ser cuidadosos na vigilância ocular pois temos uma maior probabilidade de desenvolver um glaucoma. Aqui o mais importante é efetuar uma consulta de rotina no mínimo anual exclusivamente com um oftalmologista, único profissional habilitado nesta área.

Medicina Chinesa

Os tratamento de Acupuntura podem provocar uma dor ligeira no momento da colocação das agulhas. O paciente pode sentir uma picada e uma impressão na pele e no musculo durante o momento de inserção de agulha. No entanto, esta sensação é normal e depende muito de pessoa para pessoa. Após este momento inicial da colocação da agulha, não deverá haver mais dor nem desconforto.

O Shiatsu é uma terapia tradicional japonesa que se baseia nos conhecimentos ancestrais da Medicina Chinesa mas englobando-os nos princípios de anatomia, fisiologia e patologia ocidentais. As suas técnicas de massagem seguem os mesmos canais e pontos energéticos que a acupuntura, e a sua manipulação tem como meta a libertação de energia bloqueada para equilibrar a saúde do seu corpo.

Oftalmologia – Cataratas

A catarata é uma das principais causas de cegueira na infância. O seu tratamento continua a ser um grande desafio clínico e cirúrgico, com a reabilitação visual pós-cirúrgica difícil e de resultados pouco animadores.

A criança com catarata poderá apresentar graus variados de ambliopia (baixa de visão), dependendo do tipo de opacificação do cristalino (total ou parcial), levando a diferentes níveis de perda das funções visuais.

Muitas cataratas congénitas são de causa desconhecida. Algumas são de origem genética, outras são secundárias às doenças infecciosas intra-uterinas (rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus e sífiles) ou metabólicas, ou por último, associadas a variadas síndromes.
O principal sinal da catarata congénita é a leucocoria (reflexo pupilar branco). 

Outros sinais são: estrabismo, nistagmo (situação em que o olho apresenta movimentos não coordenados em diversas direções) e microftalmia (olho de tamanho menor que o normal) ou sinais e sintomas sugestivos de atraso no desenvolvimento neuropsicomotor.

Oftalmologia - Cirurgia a laser

Não. Os tratamentos por laser aplicam-se a tipos específicos de patologias e de acordo com o tipo de laser que se utiliza. Assim, e a título de exemplo, citemos algumas doenças tratáveis com laser: os erros refrativos (miopia, hipermetropia e astigmatismo), doenças de retina (retinopatia diabética ou rasgaduras de retina) ou glaucoma, a catarata e o olho seco.

Este tipo de cirurgias para correção dos erros refrativos, miopia, astigmatismo e hipermetropias são cirurgias seguras desde que se adeque o tipo de cirurgia a efetuar, laser excimer (LASIK) ou lente intra-ocular fáquica, às características anatómicas do olho e ao erro a corrigir assim como ao perfil psicológico do doente. Os cuidados pós-cirurgia são essenciais e devem-se cumprir as indicações recebidas do oftalmologista.

Oftalmologia - Condução e Segurança rodoviária

Os sintomas mais comuns dos problemas visuais durante a condução são a má visão e a fadiga ocular. As principais causas da má visão são essencialmente os erros refrativos (miopia, astigmatismo e hipermetropia) não corrigidos ou, mais grave, os pequenos erros refrativos que provocam baixa de acuidade visual mas não o suficiente para que o condutor tenha a noção de que vê mal. Mas não devemos esquecer doenças como a degeneração macular da idade, que provoca diminuição de visão, e perturbação da qualidade de visão central.

Outro fator extremamente importante é a fadiga ocular, pois é necessário ter uma visão apurada e uma capacidade eficaz de focagem nos diferentes planos em condições de luminosidade variáveis.

De uma forma simplista mas objetiva, os problemas visuais com implicação na segurança rodoviária são a baixa visão, perda de noção de profundidade e constrição do campo visual. Em suma, os erros refrativos e, para além da miopia, hipermetropia e astigmatismo, inclua-se a presbiopia. Não esquecer o daltonismo, glaucoma, degenerescência macular da idade ou cataratas.

Estando a população a envelhecer, é óbvio que a incidência destas últimas doenças é elevada, agravada por uma faixa de pessoas que não reconhecem ou desconhecem as suas doenças.

O desconforto visual resulta essencialmente de três tipos de “agressão” aos olhos, a saber. Primeiro, o esforço de concentração na condução (diurna e noturna) quer na vertente ambiente externo (carros, peões, ciclistas, animais, objetos, condições de estrada e outros), quer na vertente ambiente interno (GPS, rádio, diferentes indicadores do veículo). Segundo, ambiente climático do interior do carro, a saber: humidade, frio, calor e outros que provocam alterações no filme lacrimal. Terceiro: duração do tempo de condução.

A simples leitura destes três tipos de fatores intuitivamente recomenda que o condutor deve efetuar pausas de condução, utilizar óculos de proteção em condição climatérica para além dos óculos de correção refrativa (se for o caso) e utilizar periodicamente lágrimas artificiais se tiver sintomatologia ocular.

Todos os condutores devem efetuar regularmente um exame oftalmológico no qual se realça acuidade visual (vulgo visão), testes de estereopsia (noção de profundidade), testes de visão cromática, avaliação sensório-motora (importante na análise da convergência e noção de profundidade, capacidade de resistência dos movimentos oculares sincronizados e campos visuais (domínio da lateralidade). Em suma, independentemente do exame obrigatório na renovação da carta de condução e para uma maior segurança rodoviária deve o condutor efetuar um exame oftalmológico regular, no mínimo anual, realizado por um oftalmologista.

Para minimizar a fadiga ocular devemos, de forma muito objetiva, usar lentes de correção refrativa (se for o caso), proteger os olhos das condições de luminosidade (lentes adequadas com filtros ou fotocromáticas), efetuar pausas periódicas na condução e lubrificar os olhos caso haja sintomatologia.

O uso de lentes com características específicas e adequadas ao meio ambiente envolvente à condução são inquestionavelmente importantes e fazem a diferença na segurança rodoviária.

Na escolha da lente mais adequada à condução devemos tomar em consideração lentes que melhorem a acuidade visual mas simultaneamente protejam os olhos dos reflexos e encandeamentos do sol, dos faróis dos outros carros, luzes da via pública ou sinais de trânsito. Não esquecer que se deve tomar em consideração estes mesmos para lentes que sejam lentes progressivas ou monofocais e tomar em consideração que para além dos reflexos devemos também proteger os olhos das intensidades variáveis de luminosidade, logo, lentes fotocromáticas.

Antes de iniciar a condução planeie a mesma, quer na vertente proteção dos olhos (ocular), quer na vertente pausas e faça uma paragem logo que detete os primeiros sinais de fadiga: este é o primeiro passo para a prevenção do acidente. Para além disso, levar sempre os seus óculos corretivos do erro refrativo mas simultaneamente protetores de reflexos e luminosidade e fazer pausas para evitar a fadiga ocular. Se a visão estiver perturbada, os seus reflexos na condução também estarão. Previna antes do acidente.

Oftalmologia - Conjuntivite

Quando se tem conjuntivites de repetição, o primeiro passo é efetuar o tratamento corretamente para evitar recaídas. Segundo, implementar hábitos de higiene pessoais que evitem o reaparecimento das conjuntivites e, simultaneamente, a sua propagação para outras pessoas. Terceiro, confirmar junto do seu oftalmologista que as vias lacrimais não apresentam alterações que justifiquem estas recorrências. Por último, confirmar que não existe nenhuma doença geral que debilite as defesas do organismo.

Conjuntivite significa inflamação da conjuntiva, o tecido que reveste a parte branca do olho (chamada esclera). De um modo geral, classificamos a conjuntivite em infeciosa (causada por vírus ou bactéria) ou alérgica. A conjuntivite alérgica não passa de pessoa para pessoa, mas a infeciosa sim, quer seja viral ou bacteriana. A transmissão ocorre por contato direto e não pelo ar. É preciso que a pessoa toque na outra ou pegue em algum objeto que foi tocado pela pessoa contaminada. Ou seja, se usar uma toalha ou um talher que foi usado por uma pessoa com conjuntivite, corre sério risco de ter a doença. Na conjuntivite viral, o vírus pode ser transmitido pelo espirro ou pela tosse. Apesar da infeção ser apenas nos olhos, o vírus ou a bactéria está nas mãos, no rosto e em qualquer outra parte da pessoa contaminada.

Para prevenir o contágio, deve:
1. Lavar sempre as mãos, principalmente depois de mexer nos olhos ou aplicar os colírios;
2.  Só usar lenço de papel para limpar os olhos e descartá-lo depois. Não usar lenços de pano;
3. Evitar cumprimentar ou beijar as pessoas;
4. Não partilhar toalhas, fronhas nem talheres com outras pessoas.

A transmissão da conjuntivite pode ocorrer por vários dias mesmo depois de iniciado o tratamento. Enquanto seu olho estiver vermelho ou com secreção pode sempre transmitir a conjuntivite para outras pessoas.

Oftalmologia – Degenerescência macular da idade

De facto, a exposição ao sol, ou seja, os raios azuis e U.V. da luz solar, parecem acelerar a DMRI. Por isso, convém proteger-se dos raios solares perigosos com óculos de sol cujas lentes filtrem 99 a 100% da luz UV (tanto UV-A como UV-B).

Ter baixa visão não deverá, nunca, ser razão para pôr de parte as atividades que sempre realizou. Existem equipamentos específicos (como lupas) que o ajudarão a conseguir realizar atividades como ler e ver filmes. Um treino bem adequado e a adaptação a ajudas ópticas/técnicas podem ser bastante eficazes. Consulte um oftalmologista com experiência em baixa visão.

Acredita-se que algumas pessoas têm máculas especialmente sensíveis ao efeito do envelhecimento. Uma alimentação rica em frutos frescos e legumes pode retardar ou reduzir a gravidade da doença, ao passo que uma alimentação desequilibrada e pobre em antioxidantes pode favorecer o desenvolvimento da DMRI. Nestas situações o médico pode receitar suplementos antioxidantes, que se acredita poderem retardar a evolução da doença.

A prevenção da DMI consiste em evitar os fatores de risco, principalmente o tabagismo e o álcool, controlar fatores de risco como colesterol, triglicerídeos ou lípidos elevados, adotar uma dieta rica em vegetais de folhas verdes e pobre em gordura, usar óculos escuros com filtros UV e consultar regularmente o seu oftalmologista. Estudos têm mostrado que o fator hereditário explica uma parte das DMI, mas ainda não se tem muita informação sobre a proporção do peso da genética e do tipo de hereditariedade. Testes de alimentação feitos com uma população de portadores de DMI tem indicado que uma dieta rica em verduras, especialmente folhas verdes, pode ser benéfica para evitar o desenvolvimento da DMI. Suplementos nutritivos como a zeaxantina e a luteína também estão a ser testados para a DMI, ainda que as pesquisas não tenham indicado um benefício comprovado dos antioxidantes para evitar a DMI ou evitar a sua progressão. Os investigadores alertam para que se evitem doses maciças de medicamentos antioxidantes, uma vez que estudos já atestaram efeitos secundários das grandes doses sobre os doentes. Em suma, adote um estilo de vida saudável ao longo da vida.

Oftalmologia - Descolamento de retina

O descolamento de retina ocorre, geralmente, após os 40 anos, sendo mais frequente em pessoas com história familiar de deslocamento de retina e que apresentem miopia ou glaucoma, tumores, inflamações graves, complicações da diabetes ou traumatismos oculares. Mas, em tais casos, não ocorrem rasgaduras retinianas e o tratamento da doença causadora conduz à resolução do deslocamento.

Os deslocamentos de retina são tratáveis e reversíveis. São tratados por cirurgias destinadas a pressionar a retina descolada contra parede do globo ocular com encerramento da rasgadura da retina de acordo com a técnica escolhida pelo oftalmologista.

Neste caso, como em tantos outros, a deteção e intervenção precoces melhoram as hipóteses de recuperação da visão.

Não, a leitura em si não irá provocar lesões nos olhos, nomeadamente, o descolamento de retina. Contudo, pode provocar ou agravar sintomas de astenopia, isto é cansaço ocular, cefaleias, sonolência ou dificuldade em focar ou fixar o que se está a ler.

Felizmente não é algo frequente. Contudo, há que referenciar o tipo de desporto em causa, nomeadamente os que têm contacto físico, pois são os que apresentam maior risco de provocar um descolamento de retina ou determinadas patologias oculares que potenciam este risco, como a miopia.

Os sintomas estão dependentes da área da retina que começa a descolar e os mais frequentes são o aparecimento de relâmpagos (luzes) oculares, aparecimento de aranhas, traços ou pontos negros no campo visual, turvação da visão, perda de área de visão no campo visual ou, numa fase em que há descolamento total da retina ou que a zona principal ou central (mácula) descola, perda total de visão.

Oftalmologia - Estrabismo

A falta de alinhamento dos olhos que caracteriza o estrabismo também atinge adultos: trata-se do estrabismo adquirido. E sim, o estrabismo adquirido pode ser corrigido e o paciente consegue restabelecer a qualidade de visão, além de ganhar melhoria estética.

Entre as causas do estrabismo adquirido estão os traumatismos crânio-encefálicos, as doenças sistémicas como hipertensão arterial, aneurismas cerebrais, AVCs, diabetes, disfunções da tiroide, doenças neuro-musculares degenerativas (como miastenia), tumores ou idade avançada.
A ciência avançou no sentido de corrigir o estrabismo adquirido por meio de cirurgia, bem como a prescrição de óculos com prismas adequados ou a aplicação de toxina botulínica (Botox).

A cirurgia de correção do estrabismo adquirido consiste na intervenção sobre os músculos oculares para realinhar os olhos.

A queixa principal de adultos diante do estrabismo é a diplopia (visão dupla), que causa transtornos à rotina de vida dos portadores.

Na “cura” do estrabismo é importante que o diagnóstico seja efetuado o mais cedo possível e iniciar o tratamento logo no surgimento dos primeiros sinais. 

Como a doença possui maior incidência em crianças e é vital para o desenvolvimento futuro da visão, fica assim expressa a importância de um rastreio oftalmológico desde os primeiros anos de vida.

O tratamento do estrabismo é feito com o objetivo de corrigir o alinhamento dos olhos usando recursos como correção refrativa (óculos), oclusão de um olho ou recurso a cirurgia.  Contudo, a correção do alinhamento dos olhos não nos deve satisfazer, devemos de imediato verificar como está a visão e procurar desenvolvê-la pois, como referido, é uma patologia maioritariamente das crianças é de extrema importância o estimular da visão que será a que irá ter no futuro. A visão não se desenvolve depois do final da primeira década de vida.

Oftalmologia - Exposição ao sol

Os efeitos nocivos provocados pelas radiações UV são o que verdadeiramente está em causa quando se fala da exposição ao sol. Estes efeitos dependem da combinação de dois fatores:  intensidade da radiação, definida pelo índice de radiação UV (programa ambiental das Organização das Nações Unidas (ONU) e Organização Meteorológica Mundial OMM)) e tempo de exposição.

A luz solar é composta por vários componentes entre os quais as radiações ultra-violetas (UV) que se situam no espectro luminoso num dos extremos da luz visível. Estes raios UV são aqueles que maiores danos podem provocar no aparelho visual, no caso de haver exposição não protegida. Conforme o comprimento onda (por ordem decrescente) os UV dividem-se em UV-A, UV-B e UV-C.

O efeito distingue-se por  lesões imediatas (agudas) provocadas pelas radiações, daquelas lesões que aparecem a médio e longo prazo.

Entre as lesões agudas é importante referir as queimaduras palpebrais muitas vezes não valorizadas nas lesões oftalmológicas. Saliente-se a importância das pálpebras na função visual, e é também importante relembrar que a pele das pálpebras tem também o risco de desenvolver patologia tumoral ao longo da vida, se demasiadamente exposta.

De entre as lesões agudas a queimadura solar da córnea, fotoqueratite é provavelmente a mais grave. Os sintomas são a dor, que pode ser intensa sobretudo na presença de luz e a diminuição da acuidade visual geralmente transitória. Este tipo de lesão depende do comprimento de onda (quanto menor o comprimento de onda mais frequente e mais grave a lesão) e da intensidade da radiação. Para radiação de baixo comprimento de onda como acontece com os UV-C uma pequena quantidade de radiação pode provocar lesão.  Este tipo de radiação praticamente não chega à superfície terrestre, a maior parte destas lesões entre nós são provocadas por equipamentos como os aparelhos de soldadura. No entanto este tipo de lesão surge também em situações de exposição prolongada aos UV-B como acontece na neve, sobretudo a neve fresca que reflete cerca de 85% da radiação. 

As lesões relacionadas com exposição às radiações UV a longo prazo são: 

(1) Alterações da transparência do cristalino, favorecendo o aparecimento de cataratas. Esta alteração depende da ação dos UV-B mas também dos UV-A. 

(2) a degenerescência macular relacionada com a idade; trata-se de uma doença que atinge a zona central da retina, macula, e que pode conduzir à cegueira central irreversível. Como o nome indica aparece habitualmente numa fase tardia da vida, por altura da sexta década, e pode estar relacionada com a toxicidade da luz.

Nestes casos os efeitos da radiação são cumulativos ao longo da vida.

Oftalmologia - Glaucoma

Primeiro é necessário perceber que apesar de ambas significarem aumento de tensão, uma, ocular e outra, arterial, não estão relacionadas mas a hipertensão arterial influencia a evolução do glaucoma. Quando temos familiares com glaucoma devemos ser cuidadosos na vigilância ocular pois temos uma maior probabilidade de desenvolver um glaucoma. Aqui o mais importante é efetuar uma consulta de rotina no mínimo anual exclusivamente com um oftalmologista, único profissional habilitado nesta área.

Se já perdeu alguma visão devido ao glaucoma, questione o seu oftalmologista sobre serviços para indivíduos com baixa visão e dispositivos que o possam ajudar a tirar o máximo partido da visão que lhe resta.

Se está a ser tratado para o glaucoma, cumpra com a medicação todos os dias e consulte o seu oftalmologista regularmente. Também pode ajudar a proteger a sua visão dos seus familiares e amigos que possam ter um risco elevado para desenvolver glaucoma. Encoraje-os para que efetuem, no mínimo, um exame oftalmológico aprofundado com dilatação ocular de dois em dois anos. Lembre-se: a redução da pressão ocular nas fases precoces do glaucoma reduz a velocidade de progressão da doença e ajuda a poupar a visão.

Não. Não existe cura para o glaucoma. Não é possível restabelecer a visão que se perde pela doença daí a prevenção ser essencial.

Sim. O tratamento imediato para o glaucoma em fase inicial pode atrasar a progressão da doença. É por esta razão que o diagnóstico precoce é extremamente importante.

Entre as terapêuticas disponíveis para o glaucoma, incluem-se medicamentos, trabeculoplastia laser, tratamento a laser, cirurgia convencional ou uma combinação destas. Embora estes tratamentos possam poupar a visão que resta, não conseguem melhorar a visão que já foi perdida pelo glaucoma.

Oftalmologia - Miopia

Hoje pode-se dizer que é possível corrigir qualquer tipo de miopia, seja pequena ou muito alta. A questão é escolher o melhor método. No caso de uma miopia elevada, a melhor opção é, na generalidade, o implante de uma lente fáquica na parte anterior do olho. O principal na opção e execução destas técnicas de cirurgia para eliminar os erros refrativos (miopia, hipermetropia e astigmatismo) é respeitar as regras de segurança da técnica escolhida.

Miopia não é uma doença e, portanto, não existe uma “cura para a miopia”. No entanto, existem vários métodos para corrigi-la. Em primeiro lugar, os óculos. As lentes de óculos para correção da miopia são as lentes ditas negativas e, quanto mais dioptrias, mais espessas as lentes, que deformam na periferia das mesmas as imagens e reduzem o campo visual. Hoje, existem lentes para corrigir a miopia que são finas e causam um efeito estético muito melhor do que aqueles “óculos fundo de garrafa” de antigamente. Em segundo lugar, as lentes de contacto. Há diferentes tipos e são ótimas opções para a correção da miopia, não alterando as imagens nem reduzindo o campo visual. Em terceiro lugar, a cirurgia. O míope é o doente ideal para a cirurgia refrativa a laser ou lentes fáquicas, caso reúna as condições de segurança necessárias. Mesmo casos com astigmatismo associado são passíveis de serem operados com cirurgia a laser. É bastante segura e tem um bom resultado para correção da miopia/astigmatismo. Quando a miopia é muito alta ou o paciente tem a córnea muito fina, a cirurgia a laser pode não ser indicada. Nesse caso ainda há cirurgia de implante de lentes intraoculares fáquicas usada para correção de altas miopias. No caso do paciente ter mais de 40 anos ele necessita de saber que a sua visão de perto vai piorar, pois vai perder a vantagem que os míopes têm para perto.

Sim, desde que se cumpram os critérios básicos de segurança (inclusão/exclusão), idade, estabilidade refrativa, profundidade da câmara anterior, exclusão de doenças gerais ou locais impeditivas (por exemplo, glaucoma ou retinopatia diabética) e boas condições da retina. Quando a miopia é muito alta ou o paciente tem a córnea muito fina, a cirurgia a laser não está indicada. Nesse caso, há cirurgia de implante de lentes intraoculares fáquicas, usada para correção de altas miopias. É uma cirurgia segura, duradora, mas reversível (a lente fica enquanto se desejar mas pode ser retirada em qualquer altura) com muito escassas complicações e todas controláveis. No caso do paciente ter mais de 40 anos, ele necessita de saber que a sua visão de perto vai piorar, pois vai perder a vantagem que os míopes têm para perto. Inevitavelmente, vai precisar de usar óculos para a leitura. Não é um problema da cirurgia mas uma questão relacionada com a idade da pessoa.

Oftalmologia - Óculos e lentes

Não. A mudança de lentes justifica-se por duas ordens de razão. Primeiro, porque as lentes não se encontram em condições, estão riscadas ou em más condições. Segundo, porque houve alteração da graduação e as lentes tornaram-se inadequadas com prejuízo da visão.

Em princípio qualquer pessoa pode tentar usar lentes de contacto mas deve efetuar-se previamente uma consulta com um oftalmologista pois existem limitações/contraindicações ao seu uso e somente este profissional de saúde é capaz de fazer uma avaliação global do olho. Há múltiplas limitações como por exemplo problemas com lágrima (olho seco), doenças da córnea (queratocone, cicatrizes), alergias frequentes, blefarites (infeção das pestanas) ou astigmatismos altos.

A existência de dores de cabeça não tem necessariamente que estar ligada aos olhos. Um exemplo disso são as enxaquecas. No entanto, devemos sempre eliminar esta possibilidade efetuando uma consulta com um oftalmologista. Apesar de poder haver um erro refrativo (miopia, hipermetropia ou astigmatismo) há outras causas oculares responsáveis por dores de cabeça, como uma insuficiência de convergência, muito usual em quem usa prolongadamente os computadores, videojogos ou outros pequenos monitores ou lê muito.

Antes de mais é necessário saber-se o que se espera de uns óculos de sol. A maioria das pessoas usa óculos escuros para melhorar o conforto visual na presença de luz solar. Embora este aspeto seja muito importante, o principal objetivo do uso de óculos escuros deve ser a sua capacidade de proteger das radiações agressivas para o aparelho visual: devem filtrar 100% das radiações ultra-violetas (UV-A, UV-B e UV-C) e, se possível, devem filtrar a componente azul da luz visível.

A principal característica é a de serem capazes de bloquear 99% dos raios ultravioletas (UV) e deve-se sempre escolher os óculos de sol que forneçam essa proteção. A exposição prolongada à radiação ultravioleta (UV) da luz do sol está ligada a várias doenças dos olhos, incluindo a catarata e a degenerescência macular. Alguns fabricantes referem absorção UV até 400nm. Isto significa que a absorção de UV é de 100 por cento. Tonalidade e polarização da lente podem ser preferências pessoais. Não há nenhuma razão médica para recomendar uma tonalidade de lente sobre a outra. Da mesma forma, enquanto lentes polarizadas funcionam melhor para diminuir o “glare” (brilho), elas não bloqueiam qualquer luz UV mais prejudicial do que as lentes não-polarizadas.

As crianças podem usar óculos de sol em qualquer idade. É boa regra fazê-lo somente a partir do momento em que consigam o seu manuseamento de forma autónoma.

A proteção relativamente à radiação solar tem importância apenas a partir da idade em que a criança adota um estilo de vida que lhe traz maior exposição, ou seja, quando começa a ter atividades ao ar livre.

Os pais deverão certificar-se que os óculos de sol dos seus filhos oferecem a máxima proteção. Para quem não sabe, a categoria de lentes não está relacionada com a filtração dos UV. É naturalmente ideal escolher óculos de sol que filtrem todos os raios UV, de preferência todas as que são 100% anti UV, independentemente da categoria de lente. Em seguida, poderá optar entre as diferentes categorias em função da finalidade a que os óculos de sol se destinam.

Ao a escolher óculos de sol deve-se optar por uns com uma boa cobertura do rosto para melhor proteger os olhos frágeis da criança. Idealmente, os óculos de sol devem ter lentes altas e uma forma arqueada com boa cobertura das zonas laterais da cara.

Os óculos de sol de uma criança, e até mesmo de um adulto, não devem deixar marcas na cara ou as orelhas ou causar incómodo. O ideal é serem confortáveis com a categoria de lente correta (conforto de visão) e uma boa armação.

As crianças podem levar os óculos de sol ao limite, razão pela deverá escolher um modelo resistente em que não haja riscos para a criança se se quebrarem.

A qualidade da lente nos óculos de sol depende de dois fatores: a cor e o tipo de lente. As lentes devem possuir boa qualidade ótica, e isso podemos verificar observando o aspeto global das lentes como simetria, material e cor. Para as crianças recomenda-se o uso de lentes ditas inquebráveis. Com relação a cor, devemos optar por lentes com tons de cinza e castanho.

Além dos filtros de proteção UV, também deve-se verificar a qualidade óptica das lentes. Pode-se facilmente,  de um modo empírico, testar a qualidade dos óculos de sol olhando para algo com um padrão retangular. Segure os óculos a uma distância confortável e cubra um olho. Mova os óculos lentamente de um lado para outro, depois para cima e para baixo. Se as linhas permanecerem em linha reta, as lentes são, em princípio, de qualidade. Se as linhas tremerem, especialmente no centro da lente, a qualidade é duvidosa. 

Devemos ainda confiar no profissional óptico para a escolha de lentes de sol com qualidade óptica e dotada dos filtros adequados.

A utilização de proteção ocular com lentes de proteção solar é importante em dias de maior índice UV, durante os períodos do dia em que a radiação é mais intensa (10 às 15h) e nos locais de maior exposição, grandes altitudes (montanha) ou superfícies muito refletoras (neve e grandes superfícies de água).

Qualquer oftalmologista é objetivo e claro sobre óculos sem proteção adequada: não deve usá-los. A utilização de lentes que não oferecem proteção adequada é considerada mais perigosa do que simplesmente não usar os óculos de sol. Isso porque possuímos naturalmente mecanismos de defesa que são inibidos na baixa luminosidade. Assim, quando estamos no escuro, a nossa pupila dilata-se e facilita a entrada da luz solar. A mesma coisa quando utilizamos óculos de sol com lentes escuras: a pupila dilata-se, entra mais luz solar com as respetivas radiações, e se os óculos não possuírem proteção adequada, danificam mais nossa visão do que se estivéssemos sem óculos  pois inibem os mecanismos de defesa naturais.

Além dos óculos de sol, devemos utilizar chapéus, bonés e boinas como proteção á exposição à luz solar. Protegermo-nos quando nos expomos ao ar livre deve ser um hábito diário, incluindo neste pack o uso de protetores solares.

Obviamente, de uma forma geral, deve dizer-se que sim, que faz mal aos olhos usar as lentes de contacto mais de 12 horas. Contudo, lentes de contacto (LC) diferentes foram feitas para necessidades diferentes de visão, estilos de vida e tipos de programas de utilização. Há algumas LC que podem potencialmente ser usadas durante um mês ininterruptamente, outras devem ser tiradas diariamente. Para evitar sérias complicações oculares, é importante que siga o plano de uso que o oftalmologista ou contactalogista recomendar. Se tiver alguma pergunta ou dúvida sobre a utilização correta das suas lentes de contacto, deve esclarecê-las com o seu oftalmologista.

Primeiro temos que entender por que razão começou a usar óculos com elevada graduação. A causa irá, previsivelmente, definir a futura evolução da graduação. Assim, e de um modo genérico, se o que está em causa é a miopia, é previsível que a evolução seja um aumento progressivo de graduação. O astigmatismo estabiliza mais rapidamente e tem uma evolução (aumento) muito pouco acentuada. A hipermetropia tem, na generalidade, uma evolução decrescente e estabiliza rapidamente. É obvio que esta análise é genérica e não considera vários fatores importantes na determinação evolutiva.

O limite de idade para uso de lentes é um mito e talvez tenha surgido por causa da crença de que com a idade os olhos ficam mais secos.

Atualmente existem lentes de contacto bifocais e multifocais. Os olhos secos resultam, muitas vezes, do uso de lentes desconfortáveis, do número de horas excessivo ou da frequência de ambientes inadequados, particularidades que já foram praticamente superadas. Existem muitas marcas que oferecem lentes que ajudam a reter a humidade nos olhos e que se combinam com a utilização de uma lágrima artificial adequadamente escolhida, fazendo com que se possa desfrutar dos benefícios das lentes de contacto independentemente da idade.

Um facto é indesmentível: o que está em causa não são as lentes adquiridas numa grande superfície ou numa óptica, mas sim a qualidade das mesmas, já que não se pode querer uma lente de elevada qualidade a um baixo preço. Este facto é comprovado quando se adquire a mesma lente (tipo e característica) numa grande superfície e numa óptica e se constata que o preço tem pequenas diferenças. Ou seja, estamos a falar da qualidade da lente, já que para a mesma lente o preço varia pouco, independente do local onde é adquirido. 

Outro facto indesmentível é que uma lente de menor qualidade vai induzir um esforço maior na visão sob diferentes perspetivas, com as respetivas consequências para o olho.

De um modo simplista, o que está a fazer é a mimetizar o uso de uma lente bifocal, isto é, graduação para perto e graduação para longe, logo há uma zona intermédia que não tem acuidade visual corrigida. A questão prende-se somente com este detalhe. Obviamente o olho presbíope apresenta a mesma suscetibilidade ao esforço como qualquer outro olho que use lentes bifocais, o que já não acontece quando se usa uma lente progressiva.

Infelizmente, muitas vezes só pensamos em trocar de óculos quando as lentes estão estragadas, partidas ou com algum problema. No entanto, isto não é o recomendado nem o adequado para manter uma boa saúde ocular. Devemos ter presente que os óculos supõem uma correção refrativa para compensar os problemas de visão e que, por isso, será a evolução destes mesmos problemas que deverão estabelecer a necessidade de mudança das lentes.

Assim, e tendo apenas como objetivo a manutenção de uma correção refrativa adequada e não considerando qualquer outra doença ocular, a recomendação geral para determinar se devemos trocar os óculos é ir ao seu oftalmologista uma vez ao ano, no mínimo, para que, após a realização de exames oftalmológicos, o especialista possa determinar se é necessário modificar a graduação das lentes. Além disso, se ao usar os seus óculos se apercebe de sintomas como visão turva, incómodo nos olhos, dores de cabeça, piscar constantemente e cansaço, será fundamental que visite o médico oftalmologista o quanto antes, já que isto é sinal de que as suas lentes não são as ideais para corrigir o seu problema.

Oftalmologia – Outros

De um modo genérico há várias causas possíveis para um lacrimejo importante, que podem ir desde uma simples reação de sensibilidade à luz, ao vento ou fumos até uma reação alérgica ocular ou geral com reflexo nos olhos. Contudo, podem estar em causa doenças da via lacrimal (obstrução) ou do nariz (rinite alérgica) que provoquem obstrução da saída das lágrimas. Deve-se tentar estabelecer uma causa (luz, fumo, alergia) efeito (lacrimejo). Quando tal não é possível, então devemos procurar uma doença como as acima referidas.

O uso de rímel ou sombras não apresenta, na generalidade, qualquer risco para os olhos com exceção de duas situações. Uma primeira prende-se com o traumatismo do olho provocado pela manipulação indevida dos utensílios de maquilhagem. Neste caso, podemos ter desde uma simples reação inflamatória até uma úlcera na córnea, com todas as complicações consequentes. A segunda situação prende-se com a utilização de produtos fora de prazo ou contaminados com fungos ou bactérias. Nesta situação, temos a possibilidade de aparecerem conjuntivites ou de um evidente desconforto ocular.

Este tópico foi um dos primeiros factos que se comentavam quando foram inventadas as máquinas fotográficas e o flash, contudo não existe nenhum caso comprovado de problemas de visão por causa do flash. Não é aconselhável disparar o flash muito perto do olho. A utilização da imagem fotográfica com flash pode até ser muito útil para a deteção de doenças oculares como estrabismos ou olhos desalinhados, cataratas ou tumores intraoculares como o retinoblastoma. Contudo, sempre que possível, utilize a luz natural ou o potencial das novas tecnologias para fotografar sem usar flash, mas também não é proibido utilizá-lo.

É um acontecimento possível, mas que não é normal. Será uma consequência provável de uma alergia. O ambiente local, poeira, sabonete, gel de banho, champô ou mesmo a duração ou a temperatura do banho podem causar irritação e vermelhidão nos olhos. O contacto com alergénicos, materiais ou substâncias que provocam nas pessoas reações alérgicas, faz com que o corpo os reconheça como sendo algo estranho e desenvolva a irritação. É uma resposta do nosso organismo quando está diante de um agente agressor e, nesta luta do corpo contra as substâncias causadoras da alergia, o organismo liberta substâncias químicas responsáveis pela dilatação  dos vasos e aumento do fluxo sanguíneo, logo os olhos ficam vermelhos. Para os que sofrem com os olhos vermelhos, na maioria dos casos, é possível tratar o problema. Algumas doenças são de foro crónico e não existe a cura completa, mas consegue-se o controle para que os sintomas não perturbem o dia a dia do doente. O mais importante é mesmo descobrir a causa do olho vermelho para que o tratamento possa ser feito de forma adequada.

Em princípio não é sinal de um problema se é consequência de um espirro forte. Os ditos derrames ou hemorragia subconjuntival ocorrem muitas vezes sem qualquer dano evidente aos seus olhos, ou podem ser o resultado de um espirro ou tosse forte que causou o rebentamento de um vaso sanguíneo, mas geralmente não precisa de nenhum tratamento específico para uma hemorragia subconjuntival. Contudo, as causas dos referidos derrames, hemorragia subconjuntival, são geralmente desconhecidas. No entanto, qualquer das seguintes ações pode ser o suficiente para causar uma pequena rutura do vaso sanguíneo do seu olho: tosse violenta, espirros fortes, levantamento de pesos, vómitos. Em alguns casos, a hemorragia subconjuntival pode resultar de uma lesão no olho, após esfregar o olho ou após uma infeção ocular grave. Em última instância, deve-se determinar, se possível, a causa da alergia e eliminá-la. Se não for possível, deve consultar o seu oftalmologista que lhe indicará as gotas a colocar.

Há múltiplas causas possíveis para que haja derrames oculares após uma cirurgia ao nariz: traumatismos cirúrgicos das estruturas circundantes ao nariz, variação da pressão arterial e vascular durante a cirurgia ou inadequada proteção do globo ocular durante a cirurgia. Em princípio não haverá motivos de preocupação pois são efeitos transitórios.

Os nossos olhos são constantemente expostos a uma série de fatores ambientais que podem irritá-los, como poeiras, raios UV e partículas estranhas.  A regra básica de higiene é lavar as mãos antes de tocar ou esfregar os olhos. Para quem usa maquilhagem deve usar apenas produtos antialérgicos e sem conservantes. Produtos que irritam os olhos agridem a película protetora de gordura da córnea. À noite, é importante lembrar-se de remover o rímel, delineador e sombra das pestanas e pálpebras. Quem usa cremes para a região dos olhos deve primeiro informar-se muito bem porque os produtos não devem conter óleos. Eles podem romper o filme lacrimal e causar alergias. Evite aplicar cremes faciais diretamente na área em redor dos olhos.

A fotofobia ocular, sensibilidade ou intolerância à luz, pode ser devida a várias doenças dos olhos, ou então resultar apenas de uma maior sensibilidade à luz por parte de determinadas pessoas, como por exemplo as que possuem olhos claros. O despiste terá que ser feito por um especialista e caso a caso. 

As pessoas que são naturalmente sensíveis à luz e as que possuem olhos claros devem tomar algumas medidas preventivas como usar óculos de sol com proteção ultravioleta (UV) ou utilizar óculos polarizados, já que oferecem proteção extra contra os reflexos de luz causados pela água, areia, neve, entre outras superfícies refletoras. As lentes fotossensíveis são outra opção para a sensibilidade moderada ao sol pois escurecem automaticamente ao ar livre e permitem bloquear os raios UV do sol. O uso de chapéus de abas largas, o uso de lentes de contacto estéticas, que são coloridas e que podem reduzir a quantidade de luz que entra nos olhos, evitar a luz solar, cerrar os olhos sempre que possa e escurecer a casa ou ambiente, são outras medidas que pode tomar se a sintomatologia for mais exacerbada.

Oftalmologia – Retinopatia Diabética

Todas as pessoas com diabetes, tipo 1 e tipo 2, podem desenvolver retinopatia diabética numa determinada fase da evolução da diabetes, alguns anos após o início da doença e variável de acordo com o tipo da Diabetes. Daí a importância de todos os doentes realizarem, pelo menos uma vez por ano, o exame aos seus olhos e de manterem um rigoroso controlo metabólico (glicémia ou glicose no sangue).

As mulheres grávidas diabéticas também deverão ser sujeitas a exames aos olhos, o mais cedo possível e, posteriormente, de 3 em 3 meses.

Atualmente, devido a melhores métodos de diagnóstico e tratamento, é possível prevenir a perda da visão. A deteção precoce da retinopatia diabética constitui a melhor proteção contra a lesão ocular causado pela diabetes. É possível reduzir de maneira significativa o risco de perda de visão mantendo um controle rigoroso da glicose no sangue e consultando o oftalmologista regularmente.

Oftalmologia – Saúde visual nas crianças

A catarata é uma das principais causas de cegueira na infância. O seu tratamento continua a ser um grande desafio clínico e cirúrgico, com a reabilitação visual pós-cirúrgica difícil e de resultados pouco animadores.

A criança com catarata poderá apresentar graus variados de ambliopia (baixa de visão), dependendo do tipo de opacificação do cristalino (total ou parcial), levando a diferentes níveis de perda das funções visuais.

Muitas cataratas congénitas são de causa desconhecida. Algumas são de origem genética, outras são secundárias às doenças infecciosas intra-uterinas (rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus e sífiles) ou metabólicas, ou por último, associadas a variadas síndromes.
O principal sinal da catarata congénita é a leucocoria (reflexo pupilar branco). 

Outros sinais são: estrabismo, nistagmo (situação em que o olho apresenta movimentos não coordenados em diversas direções) e microftalmia (olho de tamanho menor que o normal) ou sinais e sintomas sugestivos de atraso no desenvolvimento neuropsicomotor.

O retinoblastoma é um tumor ocular originário das células da retina. É o mais comum tumor ocular na infância e pode ter caráter hereditário, o que ocorre em 10% dos casos.
O retinoblastoma pode estar presente já no nascimento e, geralmente, acomete crianças na fase pré-verbal, até os dois anos e meio de idade, por isso é fundamental que pais e pediatras estejam atentos para qualquer sintoma da doença. Os irmãos de uma criança com esta doença devem fazer exames periódicos e estudo genético para verificar se têm a doença ou qual o risco de a desenvolverem. A criança pode adquirir a doença devido a uma mutação ou por hereditariedade.

O glaucoma congénito é raro e afeta 1 em cada 10 000 nascimentos. A maioria dos casos é esporádica. Cerca de 10% são familiares, normalmente com transmissão autossómica recessiva.

No que se refere ao retinoblastoma, devem efetuar-se exames periódicos pelo risco acrescido de desenvolver esta doença. Já o mesmo não é tão prevalente para o glaucoma congénito.

As crianças podem usar óculos de sol em qualquer idade. É boa regra fazê-lo somente a partir do momento em que consigam o seu manuseamento de forma autónoma.

A proteção relativamente à radiação solar tem importância apenas a partir da idade em que a criança adota um estilo de vida que lhe traz maior exposição, ou seja, quando começa a ter atividades ao ar livre.

Os pais deverão certificar-se que os óculos de sol dos seus filhos oferecem a máxima proteção. Para quem não sabe, a categoria de lentes não está relacionada com a filtração dos UV. É naturalmente ideal escolher óculos de sol que filtrem todos os raios UV, de preferência todas as que são 100% anti UV, independentemente da categoria de lente. Em seguida, poderá optar entre as diferentes categorias em função da finalidade a que os óculos de sol se destinam.

Ao a escolher óculos de sol deve-se optar por uns com uma boa cobertura do rosto para melhor proteger os olhos frágeis da criança. Idealmente, os óculos de sol devem ter lentes altas e uma forma arqueada com boa cobertura das zonas laterais da cara.

Os óculos de sol de uma criança, e até mesmo de um adulto, não devem deixar marcas na cara ou as orelhas ou causar incómodo. O ideal é serem confortáveis com a categoria de lente correta (conforto de visão) e uma boa armação.

As crianças podem levar os óculos de sol ao limite, razão pela deverá escolher um modelo resistente em que não haja riscos para a criança se se quebrarem.

Na “cura” do estrabismo é importante que o diagnóstico seja efetuado o mais cedo possível e iniciar o tratamento logo no surgimento dos primeiros sinais. 

Como a doença possui maior incidência em crianças e é vital para o desenvolvimento futuro da visão, fica assim expressa a importância de um rastreio oftalmológico desde os primeiros anos de vida.

O tratamento do estrabismo é feito com o objetivo de corrigir o alinhamento dos olhos usando recursos como correção refrativa (óculos), oclusão de um olho ou recurso a cirurgia.  Contudo, a correção do alinhamento dos olhos não nos deve satisfazer, devemos de imediato verificar como está a visão e procurar desenvolvê-la pois, como referido, é uma patologia maioritariamente das crianças é de extrema importância o estimular da visão que será a que irá ter no futuro. A visão não se desenvolve depois do final da primeira década de vida.

Primeiro temos que entender por que razão começou a usar óculos com elevada graduação. A causa irá, previsivelmente, definir a futura evolução da graduação. Assim, e de um modo genérico, se o que está em causa é a miopia, é previsível que a evolução seja um aumento progressivo de graduação. O astigmatismo estabiliza mais rapidamente e tem uma evolução (aumento) muito pouco acentuada. A hipermetropia tem, na generalidade, uma evolução decrescente e estabiliza rapidamente. É obvio que esta análise é genérica e não considera vários fatores importantes na determinação evolutiva.

Oftalmologia - Visão e Computadores

O computador, assim como outros equipamentos tecnológicos, exigem um grande esforço visual, e problemas visuais e sintomas podem ocorrer. Além de comprometer o rendimento profissional e provocar danos à saúde como as doenças osteomusculares, por exemplo, o uso contínuo do computador leva a fadiga visual. A fadiga visual é caracterizada por sintomas oculares que aparecem durante ou após o uso prolongado do computador, tais como ardor, olhos irritados ou vermelhos, prurido, olho secos ou lacrimejantes, cansaço visual, visão embaciada, sensibilidade à luz (fotofobia), dificuldade de focar e sensação de peso das pálpebras ou da fronte. Além desses sintomas pode sentir dor de cabeça, na nuca, nas costas e espasmos. Os sintomas da fadiga visual também costumam aparecer naqueles que ficam muitas horas a jogar consolas e nas pessoas que necessitam de óculos em atividades que exigem esforço visual, mas que acabam por não usar as lentes. 

Normalmente, o indivíduo pisca 20 vezes por minuto, mas nos utilizadores de computador ocorre uma redução de 3 a 4 vezes menos por minuto, levando a uma diminuição da lubrificação. O filme lacrimal é responsável pela manutenção da humidade dos olhos, indispensável para uma boa visão e um bom conforto. Os óculos só são necessários nos utilizadores que deles tenham necessidade para terem melhor visão.

Esta situação enquadra-se naquilo que, em inglês, se chama computer vision syndrome. Trata-se de um mal que ataca o utilizador de computadores, smartphones e tablets, provocando vermelhidão, ardor, fadiga ocular, prurido e dor de cabeça. Por vezes, pode ainda originar uma imagem desfocada ou dupla. Quando nos concentramos em atividades que exigem um foco para perto, pestanejamos cerca 20% menos, e isso reduz a lubrificação do olho. Quem tem um erro refrativo como astigmatismo, miopia e hipermetropia sofre mais, pois faz um esforço extra para focar. Se os óculos estiverem mal graduados, as dificuldades agravam-se. Repouso e analgésicos aliviam. Mas o melhor é prevenir. Assim, para cada hora de trabalho, é preciso fazer uma pausa, pestanejar, desviar o olhar do monitor e olhar o infinito. O monitor deve ficar a uma distância de 50 a 65 centímetros do nariz e um pouco abaixo dos olhos. Deve também recorrer a um colírio lubrificante, vulgo lágrima artificial.

Mantenha sempre uma postura correta quando estiver a trabalhar no computador. A altura dos olhos em relação ao ecrã é muito importante: deve conseguir visualizar o monitor sem ter que baixar ou levantar o pescoço.

É muito importante manter pausas regulares enquanto trabalha, seja no computador, no tablet, ao telemóvel ou mesmo a ler um livro.

Para cada hora de trabalho, é preciso fazer uma pausa, pestanejar, desviar o olhar do monitor e olhar o infinito.

É, sim. A leitura e utilização de telemóveis, tablets e computadores em ambiente controlado pode provocar olho seco, irritação e sensibilidade ocular.

Para prevenir estes incómodos, lubrifique periodicamente os seus olhos através de lágrimas artificiais.

Osteopatia

A hérnia discal ocorre quando um disco intervertebral se desloga ou se desgasta. Como estes discos sao os responsáveis por ligar as vértebras da coluna e amortecer o contacto entre elas, quando esta situação de desgaste acontece provoca graves dores na coluna, com consequentes dificuldades de mobilidade. A osteopatia pode ajudar no tratamento de uma hérnia discal, pois através das suas técnias estruturais e musculares, o osteopata vai ajudar a reajustar as articulações e a tratar os musculos e os tendões para aliviar o sofrimento.